A Internet teve como sua primeira fase de sua evolução a de Conectividade; já na segunda fase houve o Comércio Eletrônico; e a terceira fase a Colaboração e as Redes Sociais; e agora na quarta fase, há a IoT que traz esse conceito da rede em sua forma mais massiva, inclusiva, potencializada e interpretada pelos vários modelos de negócios que estão sendo experimentados a partir disso.

É perceptível que a conexão com a internet é cada vez mais freqüente nos aparelhos domésticos. Hoje ela já está na televisão, no carro e até mesmo na geladeira. Além disso, hoje explode a quantidade de aplicativos nos smartphones para controlar ou facilitar as tarefas diárias. Muito mais do que uma revolução tecnológica, a IoT é fruto da evolução contínua da computação e da comunicação, tornando-se assim também, uma revolução social.

Embora não haja uma terminologia de senso comum e universal para IoT, vários termos são encontrados descrevendo o mesmo significado: redes de comunicação entre objetos e a Internet. Esta comunicação não depende necessariamente de interferência humana. A exemplo dos termos encontrados, Internet-connected Objects (IcO), Web of Things, Computação Ubíqua, Computação Pervasiva e M2M (Machine do Machine). Como conceito, podemos então considerar a IoT um conjunto de sistemas e ferramentas quegerenciam objetos com capacidade de comunicação e de interação com outros objetos e com o próprio sistema, além de também permitir sensoriamento de variáveis ambientais.

A IoT utiliza a infraestrutura de rede global, que interliga objetos físicos e virtuais. Essa infraestrutura inclui a Internet existente e a internet do futuro, bem como os novos desenvolvimentos das redes. As aplicações de IoT são caracterizados por serviços independentes e cooperativos, com um elevado grau de captura autônoma de dados, transferência de eventos, conectividade e interoperabilidade de rede. Sendo assim, IoT utiliza entre outros recursos, as redes wireless autoconfigurantes para a comunicação entre objetos.

O grande processo de digitalização da informação, juntamente com a inclusão digital favorecida pela democratização dos celulares impactou enormemente, em âmbito social, a forma de como estabelecer relacionamentos em processos do cotidiano. O usuários precisam cada vez mais garantir a sobrevivência em tempos tão curtos para conseguir organizar a grande quantia de informação e agir no tempo exigido.  A tecnologia avançou, porém ainda desumanizada e requisitou maior dedicação do homem.

Compreender IoT é básico para compreender o valor que é associado às necessidades individuais e coletivas por interconectividade e otimização do tempo. Cada ator do tecido social tem sua própria experiência e espera por serviços que agreguem valor em cada rede com que interage diariamente. A otimização de recursos é a palavra-chave para necessidade atual, seja em caráter coletivo ou individual, público ou privado.

A mobilização política em torno desse foco e da aplicação da IoT em Cidades Inteligentes já reúnem representantes do governo e da indústria de forma à desenvolver políticas públicas de estímulo à demanda. 

De acordo com a consultoria IDC, o mercado de IoT irá movimentar U$ 7,3 trilhões nos próximos três anos. Já o Gartner Group estima que até 2020 existirá de 26 a 30 bilhões de dispositivos conectados à Internet das Coisas. 

No Brasil, o governo já sinaliza positivamente com política públicas que desoneram a taxação das comunicações máquina a máquina (M2M), relativa ao Fundo de Fiscalização das telecomunicações, onde as operadoras tinham que pagar por cada dispositivo conectado e chega à ordem de R$100 milhões em economia segundo o Secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações.

Sem sombra de dúvida é um pequeno, mas um grande passo para criar um ambiente favorável para o desenvolvimento de soluções criativas em IoT dentro do território nacional. Além disso, o governo já considera os setores de educação, saúde, mobilidade urbana e segurança pública como prioridades para o uso dessas tecnologias, antecipando os benefícios tanto para a esfera pública quanto para o cidadão.

E você? Como espera participar dessa mobilização? Qual é a sua expectativa para viver rodeado de objetos conectadas?

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